Em junho tivemos nossa segunda produção cinematográfica, dessa vez muito mais difícil e complexa. A tarefa era recriar a cena de um filme que tivesse sido dirigido pelo diretor que havíamos estudado algumas semanas antes (em um trabalho bastante "trabalhoso" também). Escolhemos o filme "A Rosa Púrpura do Cairo", de Woody Allen.
Optamos por uma cena que parecia ser "fácil" de ser recriada: o cenário era o galpão de um parque de diversões inativo, os planos eram simples, a iluminação também. E o cenário não tinha muitos detalhes, não fosse um carrossel atrás de um dos personagens. #quédizê.
Por causa do carrossel (e também porque não encontramos um galpão parecido com o do filme) resolvemos trocar a cena. Detalhe: isso, duas semanas antes da entrega do trabalho. Precisávamos então encontrar uma casa com a mesma disposição de cômodos da nova cena escolhida, além de "arranjar" todos os itens de cenário (o que inclui um ukulele, pesquisa no google que você acha o que é).
A casa mais próxima do que precisávamos é a minha. Um problema é a localização da porta de saída, que ficou invertida (no filme, eles saem para a direita, mas na minha casa a porta fica à esquerda). Conseguir os figurinos também não foi tarefa fácil: o filme se passa na década de 30, pós-depressão econômica. Podemos dizer que a Luciane, a Jessyca e a Bárbara agora estão craques para indicar os melhores brechós da cidade.
O ukulele: quando você precisar de um, converse comigo. Depois da produção, sei exatamente quais são as (poucas) pessoas que têm este instrumento em Curitiba. Aliás, nenhuma delas podia me emprestar para a gravação. Improvisamos com um violão de brinquedo que foi "encapado" com papel contact imitando madeira. Trabalho da Prisciely. Ficou, hã...ótimo.
Mas o trabalho todo mesmo se deu quando tentamos ajeitar a luz e a câmera. Não teve jeito: o espaço era pequeno, a luz (aquele foco que a PUC empresta e que, além de deixar você bronzeado, solta uma fumaça maldita) também não era a das melhores. Os ângulos não poderiam ser fiéis, por causa do espaço que tínhamos. Enfim: foi um trabalho de fé. E somente fé. O Ricardo sofreu com o boom e nem sabíamos se o som ficaria bom. O Alex e a Luciane desenvolveram todo o seu lado artístico na interpretação. E é importante lembrar: foram váaaarios takes até conseguir fazer uma cena sem erros.
A verdade é que não gostamos do resultado final (e porquê eu iria mentir?). E pudemos perceber que gravar um curta metragem também não será tarefa fácil. Já podemos pensar em um roteiro que não exija um cenário complexo nem uma iluminação muito diferente. É preciso, é claro, lembrar que os materiais emprestados pela PUC, não atendem a uma série de necessidades também (cite-se, só de exemplo, o horário de entrega: como só podemos gravar aos sábados, precisamos fazer tudo em no máximo 6 horas, apenas).
Segunda-feira é dia da entrega da cena, caprichamos na pós-produção. Apesar de não ter ficado como gostaríamos, pelo menos vamos mostrar que, sim, demos o nosso melhor, nas nossas condições. E que venha por aí as férias o curta-metragem!
Por Ana Flavia da Silva
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